sábado, 20 de setembro de 2008

Ilusão

Os dias sucedem-se em fragmentos
O tempo desliza vagarosamente
Como um corpo em movimento
Em direcção ao grande momento
Desta solidão crescente
Que gorverna a vaga mente
De quem muito anseia oferecer
Em troca de um toque quente
De tão perfeito ser
Mas da idealização
Somente a frustração nasce
De quem ingenuamente vive
De uma simples imaginação.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Reanimação

De um canto ofusco
Um olhar assombrado
Emana de um homem quase menino
A imagem nua de uma partida
Dum corpo montanhoso e frio
A vida se evapora
Sob o esforço inglório de duas mãos
Que unidas comprimem
Um peito sem vida
Na ansia de uma batida
Do ritmo ensurdecido

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

ALODINIA


As ideias das coisas simples
O retrato do toque
A confubulação das palavras
O contacto da imagem
Estímulos parcos de uma existência
Imagens ténues de uma pseudoexistência
Sentimento de conquista
O investimento à ilusão
Momentos inglórios em vista
Que me condenam à perdição